EncontroS em Alagoas

MISSÃO DO
ENCONTROS 2016

Realizar evento de Maracatu de Baque Virado em Maceió – AL de porte nacional no período de 18/11/2016 a 20/11/2016. Proporcionar o acesso aos conhecimentos, apresentações, vivências, debates e reflexões sobre a manifestação artística-cultural do maracatu. Reunir integrantes e Mestres de Maracatus-Nação, Grupos Percussivos de Maracatu de Baque Virado, estudiosos e demais interessados.

JUSTIFICATIVA

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A proposta do EncontroS no Estado de Alagoas engloba diversas questões favoráveis ao cenário cultural em Alagoas e da cultura nacional como um todo, pois se trata de promover um espaço aglutinador e difusor dos trabalhos artístico-culturais de grupos espalhados pelo mundo todo, junto do refletir proposto sobre aquela localidade.

Protagonizado em um dos dias mais importantes para comunidade afro-brasileira, o Dia da Consciência Negra, o projeto reunirá muitos atores culturais de diversos localidades sob o prisma do maracatu, uma das mais antigas formas de expressão negra.

Com intuito de (re)conhecer a história negra daquele estado e envolvê-los em assuntos da realidade afroalagoana, além de permitir que o maracatu alagoano esteja mais sedimentado no cenário brasileiro. O grupo anfitrião deste ano, o Maracatu Baque Alagoano promoveu junto à data de sua fundação, o ressurgimento da prática do Maracatu de Baque Virado em seu estado e com ele uma demanda crescente de retomada da identidade afroalagoana se tornou realidade até a presente data.

Contudo, esta realização corrobora diretamente para a apropriação e difusão da história afro-brasileira materializada em ações culturais, sociais, acadêmicas, gastronômicas e artísticas em um espaço físico, utilizando como ferramenta de socialização a musicalidade, a estética artística e a história do maracatu. 

ENCONTROS EM MACEIÓ – ALAGOAS  |  UNIÃO DOS PALMARES

Maracatu! Alagoas! Esta é uma combinação perfeita. Alagoas é conhecida como uma terra de grandes nomes que marcaram e ainda marcam profundamente a história brasileira, de uma maneira ou de outra. Zumbi dos Palmares é um nome forte associado a esta terra; mas não falemos deste herói agora, deixemos para adiante. Falemos agora de lugares encantadores, com belezas naturais para todos os gostos, de uma terra de brisa morna vinda do mar e das lagoas, de cheiro adocicado na zona da mata, de couro curtido pelo sol do agreste, de comida gostosa em todos esses lugares; e de um povo hospitaleiro e brincante, que respira e faz cultura popular da beira do mar ao sertão.

Pequeno, talvez, se comparado com outros Estados. Também parece não ser muito rico em dinheiro, e se é, ele não chega para todo mundo. Forjado, desde o início da história brasileira, por mãos encaliçadas nos canaviais, nas puxadas de rede…muitas também cortadas pelas cascas de sururu nos mergulhos madrugais, embaladas por cânticos de trabalhador. Assim se formou esse Estado; e sabe a consequência? O pequeno tamanho dele gerou um calor humano encontrado em poucos lugares, a falta de dinheiro de muitos fez nascer a simplicidade e o amor pelas coisas verdadeiras, os braços e pernas fortes se entrelaçam nas danças nos terreiros das casas, as mãos encaliçadas são curadas nas batidas nos couros dos tambores e as vozes são ouvidas fortes em toadas e loas. A consequência foi o surgimento do Estado com maior diversidade de manifestações culturais do Brasil, graças a um povo corajoso, lutador e especialmente feliz, em sua essência.

Trançadas igual aos trabalhos das rendeiras, as quase trinta manifestações culturais alagoanas misturam suas cores, suas danças, cantos e ritmos, contando de maneira suave e divertida o modo de viver dos antepassados, a religiosidade e a mistura de etnias formadoras da nossa identidade. Algumas destas manifestações são mais recentes e demonstram a dinâmica da cultura popular, enquanto outras são centenárias, de tempos distantes. Este é o caso do maracatu, que serviu como base para o surgimento de outras manifestações culturais alagoanas. Indícios apontam raízes desta manifestação aqui na região numa época em que Alagoas ainda estava politicamente unida ao Estado-irmão Pernambuco, lugar onde o maracatu tem o devido destaque e reconhecimento, em especial o Maracatu-Nação ou de Baque Virado, como também é conhecido.

Por isto a mistura maracatu e Alagoas é perfeita. E, por ser perfeita, o EncontroS 2016 – Maracatu de Baque Virado aportará em Maceió para que todos os amantes e brincantes das manifestações culturais possam conhecer ainda mais o seu valor e celebrar com os maracatuzeiros toda a força ancestral contida nas loas e baques que emanam dos saberes dos Mestres. E como o que é bom pode ficar ainda melhor, o EncontroS acontecerá em Novembro, mais precisamente nos dias que antecedem e no próprio Dia Nacional da Consciência Negra, Dia de Zumbi dos Palmares, a época mais representativa para os movimentos negros existentes no país e para aqueles que conhecem e respeitam o poder da palavra “Liberdade”.  E será na “Terra da Liberdade”, no município alagoano de União dos Palmares, local onde prosperou o maior quilombo das Américas, que os participantes do EncontroS 2016 concluirão as atividades deste evento, que promete ser inesquecível, assim como é Alagoas.

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PÚBLICO ALVO

Pessoas envolvidas com a cultura popular negra de essência brasileira do Maracatu Nação ou Maracatu de Baque Virado, integrantes das Nações e grupos de maracatu, pesquisadores da cultura popular e da cultura negra, estudantes, professores e comunidade local.